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O segundo governo de Tarcísio começa pela disputa por espaço

Montagem do secretariado terá de acomodar aliados e poderá sofrer influência do resultado da eleição presidencial.

Redação Parlatório SP|

Tarcísio de Freitas fala sentado a uma mesa de reunião, entre dois homens de terno, no Palácio dos Bandeirantes
Tarcísio de Freitas em reunião no Palácio dos Bandeirantes, em 27 de agosto de 2025. Foto de arquivo. · Foto: Marcelo S. Camargo/Governo do Estado de SP · CC BY 4.0 · Fonte da foto

Tarcísio de Freitas já começou a desenhar a equipe do segundo mandato. A discussão envolve nomes, mas também o espaço que cada aliado terá nas decisões do governo paulista.

A Saúde é uma das primeiras áreas em movimento. Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, o governador conversou com dois possíveis substitutos para Eleuses Paiva, que não deve permanecer. Os nomes sondados têm perfil técnico. Ainda são conversas, sem anúncio de nomeação.

O argumento da qualificação ajuda Tarcísio a conduzir a negociação, mas não elimina a política. Escolher um secretário significa definir quem participa das decisões, administra recursos e responde pelas entregas de uma área.

Há uma peça desse desenho fora de São Paulo. Uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro poderá abrir espaço para integrantes da administração paulista no governo federal. Esse cenário, apontado pelo Painel, ainda depende das urnas e de negociações posteriores. A coluna também informa que Tarcísio decidiu manter Roberto Carneiro na Secretaria de Governo.

A leitura política é que o governador terá de conciliar continuidade administrativa com as expectativas de quem ajudou a reelegê-lo. Preservar uma equipe conhecida facilita a execução dos projetos. Abrir espaço aos aliados ajuda a sustentar a base.

O tamanho das mudanças mostrará como Tarcísio pretende equilibrar essas duas necessidades. Antes mesmo da posse, a composição do secretariado já começa a indicar quem terá mais influência no próximo governo.

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