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Sucessão na Alesp põe aliados de Tarcísio em disputa

PL reivindica o comando pela força da bancada, enquanto o Republicanos tenta converter a proximidade com o governador em apoio para a presidência.

Redação Parlatório SP|

André do Prado, de terno azul, fala ao microfone durante evento
André do Prado discursa em evento do governo paulista no Palácio dos Bandeirantes, em 20 de junho de 2024. Foto de arquivo. · Foto: Mônica Andrade/Governo do Estado de SP · CC BY 2.0 · Fonte da foto

A eleição terminou para o governo paulista, mas abriu outra disputa entre seus aliados. Com a ida de André do Prado (PL) para o Senado, a presidência da Assembleia Legislativa de São Paulo terá um novo ocupante. PL e Republicanos já se movimentam para ficar com a cadeira.

O PL apresenta o argumento mais direto: elegeu 27 dos 94 deputados estaduais e terá a maior bancada. O Republicanos, por sua vez, aposta no peso de ser o partido de Tarcísio de Freitas. Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, Gilmaci Santos é um dos interessados no posto. Procurado pelo jornal, ele não se manifestou.

A disputa também está dentro do PL

Alex Madureira e Tenente Coimbra aparecem entre os postulantes do partido. Mas a negociação envolve mais do que escolher um nome para enfrentar outra legenda.

Coimbra defende que o próximo presidente seja um dos deputados reeleitos. A posição expõe uma diferença com os novos integrantes da bancada. Rogério Franco, ex-prefeito de Cotia, foi citado por parlamentares como possível interessado, mas afirmou à Folha que não postulou o cargo e que a decisão deve ser construída pela bancada.

O PL também pretende discutir o fim da reeleição para a presidência da Casa, possibilidade aprovada em 2024. A mudança nas regras passou a fazer parte da conversa sobre a sucessão.

O acordo vai precisar ultrapassar uma bancada

Mesmo com vantagem numérica, o PL não controla sozinho a Assembleia. Para eleger o presidente, será necessário reunir deputados de outras siglas.

A negociação interessa ao governo porque a Mesa participa da condução dos trabalhos legislativos. Para os deputados, envolve espaço político e a relação entre os partidos.

Tarcísio começa a articulação com aliados interessados no mesmo cargo. O desafio será acomodar essas ambições sem transformar a escolha do comando da Assembleia em uma divisão duradoura de sua base.

Fontes