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Max Maciel: de Ceilândia ao topo da votação no DF

Pedagogo e ligado aos movimentos culturais da periferia, o deputado chega ao segundo mandato com 92.234 votos e maior responsabilidade política.

Redação Parlatório DF|

Max Maciel, de boné branco, sorri e aplaude de pé ao lado de convidados no plenário da CLDF
Max Maciel na sessão solene pelos 11 anos da Ocupação Cultural Mercado Sul Vive, na CLDF, em 12 de maio de 2026. Foto de arquivo. · Foto: Sara Marques/Agência CLDF · CC BY-SA 4.0 · Fonte da foto

Quando estreou na tribuna da Câmara Legislativa, em fevereiro de 2023, Max Maciel falou sobre sobrevivência. Ao recordar a trajetória nos movimentos sociais e culturais de Ceilândia, relacionou sua chegada ao Parlamento às dificuldades enfrentadas pela juventude negra e periférica. “Ainda sou exceção no meu território”, disse naquela sessão.

Quase quatro anos depois, o deputado do PSOL encerrou a eleição de 2026 na primeira posição entre os candidatos à CLDF. Foram 92.234 votos, contra os 35.758 que o elegeram em 2022. Sua votação cresceu cerca de 158% entre as duas disputas.

Nascido em Ceilândia, Max é formado em pedagogia e tem especialização em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça pela Universidade de Brasília. Sua atuação política foi construída nos movimentos estudantis, sociais e culturais, antes de conquistar uma cadeira no Legislativo.

A origem ajuda a compreender as pautas que escolheu levar ao mandato. Transporte público, acesso à cidade e desigualdade aparecem no centro dessa atuação. Na Câmara, assumiu a presidência da Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana, espaço que colocou o funcionamento de ônibus e metrô entre os temas de sua atividade parlamentar.

O salto nas urnas amplia sua projeção, mas os números, sozinhos, não explicam de onde veio todo esse crescimento. Para identificar quais regiões e públicos sustentaram a expansão, é necessário examinar a distribuição dos votos. Nascer em Ceilândia e fazer da periferia uma referência política não permite presumir que sua votação esteja concentrada ali.

Há também uma diferença entre liderar a eleição e comandar decisões na Câmara. A primeira posição dá visibilidade e reforça o peso político do deputado. Aprovar propostas, fiscalizar o Executivo e influenciar o orçamento continuam dependendo do trabalho parlamentar e da capacidade de construir apoios.

Max começará o próximo mandato com uma votação muito maior que a da estreia. O resultado amplia o espaço para suas pautas e a cobrança sobre sua atuação. O desafio será mostrar como essa força eleitoral se traduz em mudanças concretas para a população que pretende representar.

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