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Antes da posse, o próximo governo já tem regras para gastar

A LDO de 2027 orienta o orçamento do DF. Na votação dos vetos, distritais restabeleceram exigências para acompanhar custos e execução de projetos.

Redação Parlatório DF|

Vista geral do plenário da Câmara Legislativa do DF, com deputados nas bancadas durante sessão
Plenário da Câmara Legislativa do DF durante sessão extraordinária, em 30 de junho de 2026. Foto de arquivo. · Foto: Sara Marques/Agência CLDF · CC BY-SA 4.0 · Fonte da foto

Quem vencer a eleição para o Governo do Distrito Federal não começará o mandato com uma página em branco. A Câmara Legislativa já aprovou as diretrizes que orientam a elaboração do orçamento de 2027. São regras que ajudam a definir como as promessas de campanha poderão se transformar em despesas públicas.

O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias, a LDO, foi aprovado em junho por 14 votos favoráveis e sete contrários. Naquele momento, previa receita total de R$ 74,97 bilhões, incluindo recursos próprios e do Fundo Constitucional. É uma estimativa para o planejamento, não dinheiro disponível livremente para o próximo governador.

A LDO estabelece prioridades, metas fiscais e critérios para construir o orçamento. O detalhamento das receitas e despesas cabe à Lei Orçamentária Anual, a LOA. A diferença importa, pois prever uma prioridade não significa que o serviço esteja contratado, pago ou entregue.

Uma das decisões mais relevantes veio em setembro. Ao apreciar os vetos do Executivo, os distritais restabeleceram a obrigação de divulgar o custo total dos projetos, suas fontes de recursos e os percentuais de execução física e financeira. A CLDF informou que derrubou 16 vetos e manteve outros 14.

Essas informações permitem fazer perguntas simples: quanto uma obra vai custar, quanto já foi pago e quanto efetivamente ficou pronto? Gastar metade do valor previsto não significa, necessariamente, ter executado metade do serviço. A fiscalização precisa acompanhar as duas medidas.

Para o cidadão, a discussão orçamentária pode parecer distante. Mas é nela que começam a aparecer as condições para contratar equipes, manter equipamentos, executar obras e sustentar políticas públicas.

A responsabilidade da Câmara também continua depois da votação. Aprovar regras de transparência só produz resultado quando os dados são publicados, compreendidos e usados para cobrar correções.

A eleição decidirá quem ocupa o Buriti. O orçamento ajudará a mostrar quais compromissos terão recursos. E a fiscalização, quais sairão do papel.

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