CLDF renova sete cadeiras, mas mantém a maior parte dos atuais deputados
Dezessete distritais conquistaram outro mandato. A próxima legislatura terá seis estreantes e o retorno de Rôney Nemer.

A Câmara Legislativa terá mudanças em sete das 24 cadeiras a partir de 2027. A renovação de 29,2% é menor que a registrada em 2022, quando metade dos eleitos não integrava a legislatura anterior. Desta vez, 17 deputados conseguiram se reeleger.
O resultado aponta para uma Câmara com forte continuidade. Dos 20 distritais que tentaram permanecer no cargo, 17 conseguiram — uma taxa de sucesso de 85%. Outros quatro parlamentares disputaram cargos diferentes, uma distinção importante para entender as sete saídas.
Quem manteve o mandato
Continuam na CLDF:
- MDB: Hermeto, Jaqueline Silva e Wellington Luiz.
- PL: João Cardoso, Joaquim Roriz Neto e Roosevelt Vilela.
- PT: Chico Vigilante, Gabriel Magno e Ricardo Vale.
- PP: Pastor Daniel de Castro e Pepa.
- PSOL: Max Maciel.
- Republicanos: Martins Machado.
- PSB: Dayse Amarilio.
- PSD: Rogério Morro da Cruz.
- Podemos: Robério Negreiros.
- União Brasil: Eduardo Pedrosa.
Quem chega — e quem volta
Seis eleitos vão exercer o primeiro mandato de deputado distrital: André Kubitschek e Victor Jansen, do PL; Estefane Sampaio e Renata D’Aguiar, do Republicanos; Keka Bagno, do PSOL; e Múcio Botelho, do PSB.
A sétima mudança é um retorno. Rôney Nemer (PP), que já cumpriu três mandatos na Câmara Legislativa, volta à Casa. Portanto, os sete nomes que passam a integrar a próxima legislatura não são todos estreantes.
Quem sai
Três deputados tentaram a reeleição e ficaram sem uma cadeira: Doutora Jane (Republicanos), Iolando (MDB) e Jorge Vianna (Democrata).
Outros quatro escolheram disputar cargos diferentes:
- Fábio Felix (PSOL) e Thiago Manzoni (PL) foram eleitos deputados federais.
- Daniel Donizet (MDB) também concorreu à Câmara dos Deputados, mas não foi eleito.
- Paula Belmonte (PSDB) disputou o Governo do Distrito Federal e terminou fora do segundo turno.
A composição mostra uma renovação mais limitada do que o número de sete trocas pode sugerir: apenas três saídas decorreram de tentativas frustradas de reeleição. Para quem assumir o GDF, a negociação do orçamento, dos projetos e da base de apoio começará com uma Câmara formada majoritariamente por parlamentares que já conhecem o funcionamento da Casa.