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São Paulo elege 28 deputadas. Quanto mudou na Alesp?

Mulheres conquistaram três cadeiras a mais que em 2022 e ocuparão 29,8% da Assembleia.

Redação Parlatório SP|

Quatro mulheres posam lado a lado diante de parede de madeira na Assembleia Legislativa de São Paulo
Deputadas Analice Fernandes, Ana do Carmo e Beth Sahão com a jurista Sílvia Pimentel na TV Assembleia, em 2005. Foto de arquivo, que não retrata as eleitas em 2026. · Foto: Alesp · CC BY-SA 4.0 · Fonte da foto

A próxima composição da Assembleia Legislativa de São Paulo terá 28 mulheres entre seus 94 integrantes. Na eleição de 2022, foram 25. O avanço é de três cadeiras, segundo os números divulgados pela própria Alesp.

Em proporção, a presença feminina passa de 26,6% para 29,8%. São 3,2 pontos percentuais a mais. As contas foram feitas pelo Parlatório com base no total de eleitas em cada disputa.

O crescimento é real, mas mantém as mulheres abaixo de um terço da Assembleia. Os homens ocuparão 66 cadeiras, equivalentes a 70,2% do plenário.

Três cadeiras a mais para as mulheres

Eleitas para a Assembleia Legislativa de São Paulo, em 94 cadeiras

202225 mulheres · 26,6% · 69 homens · 73,4%

202628 mulheres · 29,8% · 66 homens · 70,2%

Mulheres Homens

+3 cadeiras e +3,2 pontos percentuais de 2022 para 2026.

Em 2022, 25 mulheres eleitas entre 94 deputados, 26,6%. Em 2026, 28 mulheres eleitas, 29,8%, e 66 homens, 70,2%. Aumento de três cadeiras e 3,2 pontos percentuais.

Resultado de cada eleição, não mulheres em exercício. Fonte: Alesp; percentuais calculados pelo Parlatório e arredondados para uma casa decimal.

A votação individual também mostra a força de algumas candidaturas. Três dos cinco nomes mais votados em 2026 são mulheres: Eduarda Campopiano, Sofia Favero e Paula da Bancada Feminista.

Isso não significa que as deputadas formarão um bloco com as mesmas posições. A lista de eleitas reúne partidos de campos políticos distintos. A representação feminina cresce acompanhada de diferenças sobre economia, direitos e prioridades do estado.

Há ainda um cuidado na comparação. O número de mulheres em exercício pode mudar durante a legislatura com a entrada de suplentes e outras alterações. Por isso, o levantamento considera o resultado de cada eleição.

A próxima pergunta será sobre a distribuição de poder dentro da Casa. A presença no plenário é uma medida importante. O espaço na Mesa Diretora, nas comissões e na condução das principais propostas ajudará a mostrar o alcance desse avanço.

Fontes