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Leninha, do Norte de Minas à política estadual

Professora e bióloga, parlamentar construiu sua trajetória na educação, no sindicalismo e nas organizações ligadas ao semiárido.

Redação Parlatório MG|

A deputada Leninha sorri, de braços cruzados, em retrato individual
A deputada Leninha, do Norte de Minas, primeira mulher negra a assumir a vice-presidência da ALMG. Foto de arquivo. · Foto: Isis Medeiros/Wikimedia Commons · CC0 (domínio público) · Fonte da foto

A trajetória de Leninha tem raízes no Norte de Minas. Nascida em Montes Claros, Marilene Alves de Souza levou para a política estadual experiências construídas nas escolas públicas, no movimento sindical e nas organizações da sociedade civil.

É graduada em Ciências Biológicas e mestre em Desenvolvimento Social pela Universidade Estadual de Montes Claros. Trabalhou como professora nas redes estadual e municipal e ocupou funções de direção no Sind-UTE e na Central Única dos Trabalhadores.

A relação com o território

Sua atuação também passou por organizações ligadas à agricultura alternativa, à segurança alimentar e ao semiárido.

Esse percurso ajuda a compreender a presença de temas como água, produção de alimentos e desenvolvimento regional em sua apresentação política. A formação acadêmica se combina com uma experiência de trabalho vinculada às condições de vida do Norte de Minas.

Da organização social ao mandato

Leninha disputou a Prefeitura de Montes Claros em 2016. Dois anos depois, foi eleita para seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa pelo PT.

Na ALMG, exerceu a liderança da Bancada Feminina, participou de comissões ligadas aos direitos humanos e às mulheres e chegou à primeira vice-presidência. Foi a primeira mulher negra a ocupar esse posto no Parlamento mineiro.

A carreira reúne atuação regional e participação na direção da Assembleia. São dimensões diferentes de um mesmo mandato: representar demandas do território e participar das decisões que organizam o Legislativo estadual.

Conhecer suas origens ajuda a situar suas prioridades. Avaliar sua atuação exige acompanhar como essas prioridades aparecem nas propostas, nas votações e no trabalho de fiscalização.

Fontes