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Cleitinho venceu nas urnas. Agora precisa construir maioria

Republicanos e Podemos elegeram seis dos 77 deputados da ALMG. Governador terá de negociar apoio fora da coligação que o elegeu.

Redação Parlatório MG|

Deputado Dalmo Ribeiro discursa na tribuna do Plenário Juscelino Kubitschek da ALMG
O deputado Dalmo Ribeiro (PSDB) discursa no Plenário Juscelino Kubitschek, em 21 de outubro de 2026. Foto de arquivo, não da legislatura que começa em 2027. · Foto: Elizabete Guimarães/ALMG · Fonte da foto

A vitória no primeiro turno deu a Cleitinho o comando do próximo governo de Minas. Não lhe entregou, porém, uma maioria pronta na Assembleia Legislativa.

Sua coligação elegeu seis deputados estaduais: quatro pelo Republicanos e dois pelo Podemos. São aproximadamente 7,8% das 77 cadeiras da ALMG, segundo a composição apresentada pelo Metrópoles.

O tamanho da votação para governador e a distribuição das cadeiras são resultados diferentes. Eleitores podem escolher um candidato ao Executivo e um deputado de outro grupo político. A negociação parlamentar começa justamente nesse intervalo.

A coligação elegeu 6 dos 77 deputados

  • Coligação de Cleitinho (Republicanos + Podemos)6
  • PL21
  • Demais partidos50

Coligação de Cleitinho, 6 deputados; PL, 21; demais partidos, 50. Total de 77 cadeiras.

Composição partidária da eleição, não apoio confirmado ao governo. A coligação soma 6 cadeiras (4 do Republicanos e 2 do Podemos); somada ao PL, reuniria 27. Fonte: Metrópoles.

O PL terá peso nas conversas

Com 21 deputados eleitos, o PL será uma das principais forças com as quais Cleitinho precisará dialogar. Mesmo uma aproximação com toda a bancada, somada aos seis eleitos pela coligação, reuniria 27 parlamentares.

Isso não permite concluir que os demais estarão na oposição. Partidos podem negociar adesão, apoiar projetos específicos ou manter uma posição independente. Também não é possível tratar os integrantes de uma legenda como votos garantidos em todas as propostas.

A maioria será medida nas votações

A formação da base passa pela escolha de lideranças, pela participação nas comissões e pela negociação das prioridades do governo. A distribuição de cargos pode fazer parte dessas conversas, mas não substitui um acordo sobre o que se pretende aprovar.

Para quem acompanha a Assembleia, será importante observar quais compromissos são anunciados e como cada bancada se comporta diante dos projetos.

Cleitinho terá de transformar o apoio pessoal conquistado na eleição em capacidade de aprovar medidas. Aos deputados caberá decidir essa relação sem abandonar a obrigação de examinar propostas e fiscalizar sua execução.

Fontes