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Fundo Constitucional: os R$ 30,3 bilhões que entram na conta do próximo governo

Proposta para 2027 concentra recursos em segurança, saúde e educação. Valores ajudam a sustentar os serviços, mas não representam dinheiro livre para novas promessas.

Redação Parlatório DF|

Palácio do Buriti visto de lado, com colunata baixa, gramado em primeiro plano e torre de escritórios ao fundo sob céu azul
Palácio do Buriti, sede do Governo do Distrito Federal, em maio de 2012. Foto de arquivo. · Foto: Daderot · CC0 1.0 · Fonte da foto

O próximo governo do Distrito Federal terá de administrar suas promessas junto com despesas que não podem esperar. Salários, atendimento nas unidades de saúde, funcionamento das escolas e segurança pública exigem recursos todos os meses.

Uma parte importante dessa conta passa pelo Fundo Constitucional do DF. A proposta orçamentária encaminhada pelo GDF em setembro projeta R$ 30,3 bilhões para o fundo em 2027, segundo levantamento do Metrópoles.

Por que aparecem valores diferentes

A LDO aprovada anteriormente pela Câmara Legislativa trabalhava com R$ 29,52 bilhões do fundo, dentro de uma previsão total de receitas de R$ 74,97 bilhões.

As cifras pertencem a etapas diferentes do planejamento. A LDO estabelece diretrizes para elaborar o orçamento; a proposta orçamentária detalha a programação e pode incorporar projeções atualizadas. Os valores não devem ser somados nem apresentados como se fossem a mesma estimativa.

Onde o dinheiro está previsto

Na proposta de setembro, a segurança pública concentra R$ 15,98 bilhões. Saúde e educação aparecem com R$ 8,81 bilhões e R$ 5,53 bilhões, respectivamente.

Segurança concentra mais da metade do fundo

Fundo Constitucional do DF na proposta orçamentária de 2027, em R$ bilhões

Segurança pública, R$ 15,98 bilhões; saúde, R$ 8,81 bilhões; educação, R$ 5,53 bilhões.

As três áreas somam R$ 30,32 bilhões; o total divulgado, R$ 30,3 bilhões, é arredondado. Valores da proposta de setembro, sem relação com a estimativa da LDO. Fonte: Metrópoles, com base na proposta orçamentária do GDF.

A maior parcela da segurança está destinada a pessoal. Na saúde e na educação, a tabela do fundo também concentra recursos em pessoal e custeio, sem registrar investimentos nessas duas áreas. Isso não significa ausência de investimentos em todo o orçamento: outras fontes precisam ser examinadas.

O tamanho do fundo, portanto, não revela sozinho quanto o governo poderá acrescentar aos serviços existentes.

Para avaliar novas propostas, será necessário perguntar qual fonte pagará a implantação e como a despesa será mantida nos anos seguintes. O fundo ajuda a sustentar serviços essenciais. A qualidade da gestão depende também de como esses recursos se transformam em atendimento.

Fontes