Celina busca aliados dos adversários, mas adesões não representam grupos inteiros
Movimentos do segundo turno mostram a diferença entre conquistar lideranças e receber o apoio formal de antigas candidaturas.

A busca por apoios no segundo turno tem aproximado Celina Leão de pessoas que estavam em outras campanhas. Mas a chegada de integrantes desses grupos não significa, necessariamente, a adesão de seus antigos candidatos.
Em entrevista no dia 9 de outubro, a governadora afirmou ter recebido aliados de José Roberto Arruda e Paula Belmonte. Segundo reportagem do Fatos de Brasília, Celina não identificou todos os nomes envolvidos. Paula havia anunciado neutralidade, e o PSDB liberado seus integrantes para escolhas individuais.
O peso de cada apoio
Na mesma entrevista, Celina destacou aproximações com Júlia Lucy, Maria de Lourdes Abadia e Kiko Caputo. A reportagem registra que Caputo anunciou apoio após apresentar uma carta-compromisso com princípios defendidos pelo Novo.
A movimentação permite à governadora ampliar suas alianças. Para os antigos adversários, abre espaço para tentar influenciar propostas e decisões de uma eventual próxima gestão.
Ainda assim, é preciso distinguir o apoio de uma liderança, a posição oficial de um partido e a escolha dos eleitores. Nenhum desses movimentos transfere automaticamente os votos recebidos no primeiro turno.
Nos bastidores, anunciar uma adesão ajuda a demonstrar força. Na urna, o resultado depende de uma decisão que cada eleitor toma sozinho.