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Celina busca aliados dos adversários, mas adesões não representam grupos inteiros

Movimentos do segundo turno mostram a diferença entre conquistar lideranças e receber o apoio formal de antigas candidaturas.

Redação Parlatório DF|

Celina Leão, de vestido estampado de flores rosa, discursa ao microfone na tribuna do Senado
Foto de arquivo: Celina Leão, então deputada federal, discursa no Senado em sessão solene pelo Dia Internacional da Mulher, em 8 de março de 2022. · Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado · CC BY 2.0 · Fonte da foto

A busca por apoios no segundo turno tem aproximado Celina Leão de pessoas que estavam em outras campanhas. Mas a chegada de integrantes desses grupos não significa, necessariamente, a adesão de seus antigos candidatos.

Em entrevista no dia 9 de outubro, a governadora afirmou ter recebido aliados de José Roberto Arruda e Paula Belmonte. Segundo reportagem do Fatos de Brasília, Celina não identificou todos os nomes envolvidos. Paula havia anunciado neutralidade, e o PSDB liberado seus integrantes para escolhas individuais.

O peso de cada apoio

Na mesma entrevista, Celina destacou aproximações com Júlia Lucy, Maria de Lourdes Abadia e Kiko Caputo. A reportagem registra que Caputo anunciou apoio após apresentar uma carta-compromisso com princípios defendidos pelo Novo.

A movimentação permite à governadora ampliar suas alianças. Para os antigos adversários, abre espaço para tentar influenciar propostas e decisões de uma eventual próxima gestão.

Ainda assim, é preciso distinguir o apoio de uma liderança, a posição oficial de um partido e a escolha dos eleitores. Nenhum desses movimentos transfere automaticamente os votos recebidos no primeiro turno.

Nos bastidores, anunciar uma adesão ajuda a demonstrar força. Na urna, o resultado depende de uma decisão que cada eleitor toma sozinho.

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