Fabrício Rosa, o policial que construiu sua trajetória na esquerda
Carreira na segurança pública, atuação em direitos humanos e passagem pela Câmara de Goiânia formam o percurso do deputado estadual eleito.

Fabrício Rosa construiu sua identidade política reunindo experiências que nem sempre aparecem juntas no debate público. Policial rodoviário federal, com passagem pela Polícia Militar de Goiás, fez carreira partidária na esquerda e incorporou a defesa dos direitos humanos à sua atuação.
Nascido em Goiânia e criado em Anápolis, é o mais velho de sete irmãos. Sua biografia institucional registra a origem em uma família de trabalhadores e a participação em movimentos comunitários.
A segurança pública como campo de atuação
A experiência policial ocupa um lugar central em seu discurso. Fabrício participa do Movimento Policiais Antifascismo e da Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBTQIA+.
Sua atuação inclui temas como exploração sexual de crianças e adolescentes, trabalho escravo e violência policial. São posições que ajudam a situá-lo dentro do debate sobre segurança, uma área em que diferentes grupos disputam tanto as prioridades quanto as formas de atuação do Estado.
Um percurso de tentativas e crescimento eleitoral
Em 2022, disputou uma vaga na Alego e ficou na primeira suplência do PT. Dois anos depois, foi eleito vereador de Goiânia com 7.216 votos.
Na eleição de 2026, conquistou a vaga estadual. A Assembleia o registra como o segundo candidato mais votado, atrás de Carol do Amiltinho.
Ao comentar o resultado, destacou publicamente sua condição de policial de esquerda e sua identidade LGBT. A apresentação reúne duas marcas que atravessam sua trajetória e orientam parte de sua relação com os eleitores.
O perfil de Fabrício passa pela carreira policial, pela participação em movimentos sociais e pelo trabalho parlamentar. Conhecer esse percurso ajuda a compreender suas posições. Avaliar o mandato exige acompanhar também as propostas, a fiscalização e os resultados que consegue apresentar.