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Carol do Amiltinho, uma trajetória além do sobrenome político

Psicóloga e empresária de Anápolis, ela assumiu a candidatura após a morte do marido e recebeu a maior votação da história da Alego.

Redação Parlatório GO|

Carol do Amiltinho sorri, de vestido rosa, diante de painel de madeira da Assembleia Legislativa de Goiás
Foto de arquivo: Carol do Amiltinho (MDB), deputada estadual eleita, em retrato divulgado pela Alego em outubro de 2026. · Foto: Will Rosa/Alego · Uso gratuito com crédito (banco de imagens da Alego) · Fonte da foto

Antes de ter o nome anunciado como o mais votado para a Assembleia Legislativa de Goiás, Carol do Amiltinho acompanhava a política de uma posição mais discreta. Psicóloga de formação e empresária, construiu sua vida em Anápolis, onde também participou da organização das mulheres do MDB. A candidatura própria veio em circunstâncias que não havia planejado.

Ana Caroline Guimarães de Oliveira Faria foi escolhida pelo partido em 28 de setembro de 2026 para substituir o marido, o deputado estadual Amilton Filho. Dois dias antes, ele havia morrido em um acidente de trânsito próximo a Cristalina, durante a campanha pela reeleição. Em 4 de outubro, Carol recebeu 109.002 votos, o maior resultado nominal já registrado para uma cadeira no Legislativo goiano.

A vida em Anápolis

Natural de Anápolis, Carol se formou em Psicologia pela Faculdade Anhanguera da cidade. É mãe de Samuel e Laura. Sua trajetória profissional inclui a atividade empresarial, ocupação declarada à Justiça Eleitoral na candidatura de 2026.

A relação com a vida pública não começou naquela semana de setembro. Além de acompanhar a atuação de Amilton, Carol presidia o MDB Mulher de Anápolis. Essa participação partidária antecedeu sua primeira disputa por um cargo eletivo.

Fora desse ambiente, gosta de ler, assistir a séries e passar os domingos com a família, segundo perfil publicado pelo Portal 6. Evangélica, falou sobre a fé ao explicar a decisão de aceitar a candidatura em meio ao luto. Na entrevista concedida ao veículo na noite da eleição, descreveu o resultado como “um misto de tristeza por ele não estar aqui” e de gratidão pelo apoio recebido.

Uma candidatura construída em poucos dias

A escolha de Carol permitiu ao MDB manter a candidatura que Amilton havia organizado para buscar o terceiro mandato consecutivo. Ela assumiu a disputa com o apoio da família e de lideranças que já acompanhavam o deputado. A campanha passou a apresentar a continuidade de seu trabalho como compromisso central.

O vínculo aparece no próprio nome político. Ao adotar “Carol do Amiltinho”, ela tornou explícita a ligação com o marido e com os eleitores que o conheciam. Sua entrada na disputa reuniu uma história familiar, uma estrutura política existente e a decisão pessoal de representá-las nas urnas.

Anápolis concentrou 61.717 dos votos de Carol, mais da metade do total. Mas a candidatura recebeu votos em 230 municípios. Essa distribuição ajuda a entender o alcance de uma eleição que teve raízes locais e chegou a diferentes regiões de Goiás.

Os compromissos que apresentou

A defesa dos municípios ocupa o centro de sua apresentação política. Carol declarou que pretende manter o diálogo com prefeitos, vereadores e moradores e acompanhar demandas de saúde, educação e infraestrutura. Entre os compromissos divulgados também estão os direitos das pessoas autistas e o apoio às suas famílias.

A continuidade do trabalho de Amilton é, portanto, parte importante de sua identidade pública. Ela reúne a relação com Anápolis, os vínculos municipais e as causas que o casal passou a compartilhar na vida política.

A história de Carol ganhou projeção em uma semana marcada pela perda e pela eleição. Antes dela, porém, já existiam a formação profissional, a maternidade e a participação partidária. São partes de uma trajetória que o resultado das urnas tornou conhecida muito além de sua cidade.

Fontes