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Doorgal reúne apoio de União e PP na disputa pelo comando da Assembleia

Articulação pela sucessão de Tadeu Leite avança enquanto Cleitinho sinaliza que pretende respeitar a negociação entre os deputados.

Redação Parlatório MG|

Fachada da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, com palmeiras e jardins diante do prédio, sob céu azul
Foto de arquivo: sede da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte, em 5 de agosto de 2011. · Foto: Paulo JC Nogueira/Wikimedia Commons · CC BY-SA 3.0 · Fonte da foto

A disputa pela presidência da Assembleia Legislativa de Minas Gerais ganhou um movimento concreto. Os deputados eleitos pela federação União Brasil-PP fecharam apoio a Doorgal Andrada, do PP, para comandar a Casa no próximo biênio, segundo reportagem publicada por O Fator em 19 de outubro.

A definição ocorreu em uma reunião dos integrantes da federação. Próximo do atual presidente, Tadeu Leite (MDB), Doorgal busca transformar essa primeira adesão em uma candidatura capaz de reunir parlamentares de diferentes grupos. O apoio anunciado ainda não significa maioria nem eleição resolvida.

O papel de Cleitinho

O governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos) sinalizou a interlocutores que não pretende pedir votos para um candidato à Mesa Diretora e que acompanhará, principalmente, a orientação de Tadeu Leite. A informação também foi publicada por O Fator.

A posição indica uma tentativa de começar o governo sem transformar a eleição interna em disputa com os deputados. Ao mesmo tempo, preserva o espaço do atual presidente na negociação sobre quem vai sucedê-lo.

Outros nomes continuam no cenário. João Magalhães, Tito Torres e Gustavo Valadares, todos do PSD, são citados como alternativas. No PL, Sargento Rodrigues e Bruno Engler demonstraram interesse; no PT, Ulysses Gomes também se movimenta, conforme os relatos do veículo.

Uma maioria que precisa ser construída

A escolha será feita pelos 77 deputados no início da próxima legislatura. Até lá, o desafio das candidaturas será reunir apoios que ultrapassem suas próprias bancadas.

Para Cleitinho, interessa saber com quem negociará as prioridades do Executivo. Para os parlamentares, a escolha envolve também a distribuição de espaço e a autonomia da Assembleia. O apoio de União e PP coloca Doorgal em movimento, mas a presidência dependerá de uma articulação bem mais ampla.

Fontes