Assembleia de Minas mantém 53 deputados e troca 24 nomes
Renovação de 31,2% é a menor em 24 anos. Dos 68 parlamentares que tentaram continuar, 15 ficaram fora da lista de eleitos.

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais terá maioria de rostos conhecidos a partir de fevereiro de 2027. Dos 77 eleitos, 53 já exercem mandato e conseguiram a reeleição. As outras 24 cadeiras serão ocupadas por novos integrantes.
A renovação de 31,2% é a menor registrada nos últimos 24 anos, segundo levantamento da ALMG. Em 2022, havia sido de aproximadamente 32,5%. Entre os 68 deputados que pediram outro mandato, quase 78% conseguiram permanecer. Quinze não foram reeleitos.
Experiência preservada
Entre os veteranos estão Gil Pereira (PSD), que alcançou o nono mandato consecutivo, e Sargento Rodrigues (PL), que chegou ao oitavo. Antonio Carlos Arantes (PL) e Gustavo Valadares (PSD) também estão entre os parlamentares com longa permanência na Casa.
O PL reúne dez dos 24 estreantes. Entre os novos nomes estão Marília Amaral, Cabo Gregório Silva e Dra. Laís Santiago. O levantamento da Assembleia identifica vínculos familiares com políticos em 21 dos 77 eleitos, mostrando que a troca de ocupantes também pode ocorrer dentro de grupos já estabelecidos.
Saídas por caminhos diferentes
Nem toda saída representa uma derrota na tentativa de reeleição. Bella Gonçalves, Lohanna e Caporezzo disputaram a Câmara dos Deputados e foram eleitos. Cássio Soares e Carlos Pimenta buscaram o mesmo destino, mas não conquistaram vaga.
Tadeu Leite e Ione Pinheiro não disputaram a eleição e tiveram seus nomes aprovados para o Tribunal de Contas do Estado. Thiago Cota e Dalmo Ribeiro também não concorreram.
A próxima Assembleia combinará uma maioria experiente com uma parcela menor de novos parlamentares. Caberá a esse conjunto votar o orçamento, examinar as propostas de Cleitinho e fiscalizar a execução das políticas públicas. A renovação dos nomes já pode ser contada. A mudança na atuação dependerá do trabalho de cada mandato.