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Alego troca 19 cadeiras e mantém 22 deputados para 2027

Próxima legislatura terá 18 estreantes e o retorno de Lissauer Vieira. Renovação de 46,3% é ligeiramente menor que a registrada em 2022.

Redação Parlatório GO|

Mesa e deputados no plenário da Assembleia Legislativa de Goiás, no Palácio Maguito Vilela, com a identificação da Casa ao fundo
Foto de arquivo: plenário da Alego no Palácio Maguito Vilela, em 10 de setembro de 2025. Não retrata a composição eleita para 2027. · Foto: Will Rosa/Alego · Uso gratuito com crédito (banco de imagens da Alego) · Fonte da foto

Quase metade das cadeiras da Assembleia Legislativa de Goiás terá outro ocupante a partir de fevereiro de 2027. Dos 41 deputados eleitos, 22 conseguiram a reeleição. Os outros 19 lugares serão preenchidos por 18 parlamentares em primeiro mandato estadual e por Lissauer Vieira (PL), que retorna à Casa.

A renovação de 46,3% ficou abaixo da registrada em 2022, quando chegou a aproximadamente 51%, segundo levantamento da própria Assembleia. Ainda assim, a mudança é expressiva e alcança tanto as bancadas partidárias quanto os grupos que disputarão espaço nas comissões e na direção do Legislativo.

Quem manteve o mandato

Os 22 reeleitos são:

  • MDB: Cairo Salim, Charles Bento, Dr. George Morais, Issy Quinan, Lineu Olímpio e Paulo Cezar Martins.
  • União Brasil: André do Premium, Talles Barreto, Virmondes Cruvinel e Wilde Cambão.
  • PL: Amauri Ribeiro e Eduardo Prado.
  • PT: Antônio Gomide e Bia de Lima.
  • PRD: Alessandro Moreira e Anderson Teodoro.
  • PSDB: Gustavo Sebba e José Machado.
  • Podemos: Henrique César.
  • PSB: Rubens Marques.
  • PP: Jamil Calife.
  • Solidariedade: Wagner Camargo Neto.

Quem chega pela primeira vez

Dezoito eleitos terão sua primeira experiência como deputados estaduais:

  • MDB: Carol do Amiltinho.
  • PL: Coronel Urzeda e Marquinho.
  • PT: Fabrício Rosa e Kátia Maria.
  • PSD: Coronel Edson Raiado e Paulo do Vale.
  • Mobiliza: Bessa, Keke da Vulkanic e Lucas Kitão.
  • Agir: Graciele da Arte Trigo e Joscilene do Mangão.
  • Novo: Dr. Amarildo e Neto Karfan.
  • PRD: Paulin Vai Nele.
  • Podemos: Willian Panda.
  • Republicanos: Cardoso.
  • Cidadania: Romário Policarpo.

Estrear na Assembleia não significa, necessariamente, começar na política. Entre os novos integrantes há ex-prefeitos e vereadores, além de candidatos sem mandato anterior. A renovação das cadeiras reúne, portanto, trajetórias bastante diferentes.

Quem volta

Lissauer Vieira é o único eleito que retorna à Alego sem integrar a legislatura atual. Presidente da Assembleia entre 2019 e 2023, ele não disputou a reeleição em 2022 e conquistou uma nova vaga pelo PL em 2026. Seu retorno já aparece nas conversas sobre a sucessão de Bruno Peixoto no comando da Casa.

Quem tentou ficar e não conseguiu

Treze deputados que disputaram a reeleição ficaram fora da lista de eleitos: Clécio Alves, Coronel Adailton, Cristiano Galindo, Cristóvão Tormin, Gugu Nader, Julio Pina, Karlos Cabral, Lincoln Tejota, Major Araújo, Mauro Rubem, Rosângela Rezende, Veter Martins e Vivian Naves.

Sete deles aumentaram a votação em relação a 2022 e, mesmo assim, não garantiram outra cadeira. Entre esses casos estão Cristiano Galindo, Cristóvão Tormin e Mauro Rubem.

Isso acontece porque a eleição é proporcional. O resultado depende da votação individual e do desempenho do partido ou da federação. Receber mais votos que na disputa anterior, ou superar um candidato de outra legenda, não assegura a eleição.

As saídas que não foram derrotas na reeleição

Bruno Peixoto (União Brasil), Lucas Calil (PRD) e Lucas do Vale (PSD) escolheram disputar a Câmara dos Deputados e foram eleitos. Vão deixar o Legislativo estadual para exercer mandato em Brasília.

Zeli Fritsche também concorreu a deputada federal, mas não conquistou a vaga, ficou na suplência. Amilton Filho morreu em setembro, antes da votação, e foi substituído na candidatura por Carol do Amiltinho. São situações diferentes de uma tentativa frustrada de permanecer na Assembleia.

A nova composição terá de transformar essa mistura de experiência e renovação em trabalho parlamentar. Caberá aos 41 deputados votar o orçamento, acompanhar a execução das políticas públicas e fiscalizar o governo de Daniel Vilela. A troca de nomes já está definida. A atuação de cada um começará a ser medida nas decisões da próxima legislatura.

Fontes