Alego troca 19 cadeiras e mantém 22 deputados para 2027
Próxima legislatura terá 18 estreantes e o retorno de Lissauer Vieira. Renovação de 46,3% é ligeiramente menor que a registrada em 2022.

Quase metade das cadeiras da Assembleia Legislativa de Goiás terá outro ocupante a partir de fevereiro de 2027. Dos 41 deputados eleitos, 22 conseguiram a reeleição. Os outros 19 lugares serão preenchidos por 18 parlamentares em primeiro mandato estadual e por Lissauer Vieira (PL), que retorna à Casa.
A renovação de 46,3% ficou abaixo da registrada em 2022, quando chegou a aproximadamente 51%, segundo levantamento da própria Assembleia. Ainda assim, a mudança é expressiva e alcança tanto as bancadas partidárias quanto os grupos que disputarão espaço nas comissões e na direção do Legislativo.
Quem manteve o mandato
Os 22 reeleitos são:
- MDB: Cairo Salim, Charles Bento, Dr. George Morais, Issy Quinan, Lineu Olímpio e Paulo Cezar Martins.
- União Brasil: André do Premium, Talles Barreto, Virmondes Cruvinel e Wilde Cambão.
- PL: Amauri Ribeiro e Eduardo Prado.
- PT: Antônio Gomide e Bia de Lima.
- PRD: Alessandro Moreira e Anderson Teodoro.
- PSDB: Gustavo Sebba e José Machado.
- Podemos: Henrique César.
- PSB: Rubens Marques.
- PP: Jamil Calife.
- Solidariedade: Wagner Camargo Neto.
Quem chega pela primeira vez
Dezoito eleitos terão sua primeira experiência como deputados estaduais:
- MDB: Carol do Amiltinho.
- PL: Coronel Urzeda e Marquinho.
- PT: Fabrício Rosa e Kátia Maria.
- PSD: Coronel Edson Raiado e Paulo do Vale.
- Mobiliza: Bessa, Keke da Vulkanic e Lucas Kitão.
- Agir: Graciele da Arte Trigo e Joscilene do Mangão.
- Novo: Dr. Amarildo e Neto Karfan.
- PRD: Paulin Vai Nele.
- Podemos: Willian Panda.
- Republicanos: Cardoso.
- Cidadania: Romário Policarpo.
Estrear na Assembleia não significa, necessariamente, começar na política. Entre os novos integrantes há ex-prefeitos e vereadores, além de candidatos sem mandato anterior. A renovação das cadeiras reúne, portanto, trajetórias bastante diferentes.
Quem volta
Lissauer Vieira é o único eleito que retorna à Alego sem integrar a legislatura atual. Presidente da Assembleia entre 2019 e 2023, ele não disputou a reeleição em 2022 e conquistou uma nova vaga pelo PL em 2026. Seu retorno já aparece nas conversas sobre a sucessão de Bruno Peixoto no comando da Casa.
Quem tentou ficar e não conseguiu
Treze deputados que disputaram a reeleição ficaram fora da lista de eleitos: Clécio Alves, Coronel Adailton, Cristiano Galindo, Cristóvão Tormin, Gugu Nader, Julio Pina, Karlos Cabral, Lincoln Tejota, Major Araújo, Mauro Rubem, Rosângela Rezende, Veter Martins e Vivian Naves.
Sete deles aumentaram a votação em relação a 2022 e, mesmo assim, não garantiram outra cadeira. Entre esses casos estão Cristiano Galindo, Cristóvão Tormin e Mauro Rubem.
Isso acontece porque a eleição é proporcional. O resultado depende da votação individual e do desempenho do partido ou da federação. Receber mais votos que na disputa anterior, ou superar um candidato de outra legenda, não assegura a eleição.
As saídas que não foram derrotas na reeleição
Bruno Peixoto (União Brasil), Lucas Calil (PRD) e Lucas do Vale (PSD) escolheram disputar a Câmara dos Deputados e foram eleitos. Vão deixar o Legislativo estadual para exercer mandato em Brasília.
Zeli Fritsche também concorreu a deputada federal, mas não conquistou a vaga, ficou na suplência. Amilton Filho morreu em setembro, antes da votação, e foi substituído na candidatura por Carol do Amiltinho. São situações diferentes de uma tentativa frustrada de permanecer na Assembleia.
A nova composição terá de transformar essa mistura de experiência e renovação em trabalho parlamentar. Caberá aos 41 deputados votar o orçamento, acompanhar a execução das políticas públicas e fiscalizar o governo de Daniel Vilela. A troca de nomes já está definida. A atuação de cada um começará a ser medida nas decisões da próxima legislatura.