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GOBastidores

A disputa pelo comando da Alego já começou

Com Bruno Peixoto a caminho da Câmara Federal, deputados buscam espaço na sucessão. Issy Quinan e Lissauer Vieira estão entre os nomes citados, mas as conversas ainda não produziram um acordo.

Redação Parlatório GO|

Palácio Maguito Vilela, sede da Assembleia Legislativa de Goiás, visto em perspectiva: fachada de vidro, bloco de pedra com o brasão e o volume arredondado da entrada sob céu com nuvens
Foto de arquivo: Palácio Maguito Vilela, sede da Assembleia Legislativa de Goiás, em Goiânia, em 1º de dezembro de 2022. · Foto: Carlos Costa/Alego · Uso gratuito com crédito (banco de imagens da Alego) · Fonte da foto

Os deputados eleitos por Goiás ainda não tomaram posse, mas já recebem pedidos de apoio para uma segunda eleição: a que definirá o próximo presidente da Assembleia Legislativa. A ida de Bruno Peixoto (União Brasil) para a Câmara Federal abriu a disputa pelo comando da Alego a partir de 2027.

O movimento já alcança quem chegará ao primeiro mandato. Segundo a CBN Goiânia, os eleitos Marquinho do Gayer (PL), Neto Carfan (União Brasil) e Doutor Amarildo (Novo) confirmaram ter sido procurados por interessados na presidência. A eleição da Mesa Diretora está prevista para fevereiro, mas a busca por votos começou logo depois das urnas.

Issy Quinan (MDB) aparece entre os nomes mais citados. Primeiro vice-presidente da Casa e correligionário do governador Daniel Vilela, ele reúne condições que o colocam nas conversas sobre a sucessão. Isso ainda não significa candidatura anunciada: em declaração registrada pelo Diário da Manhã, Issy afirmou não ter iniciado tratativas e defendeu a construção de uma chapa única.

Lissauer Vieira (PL) adotou uma postura mais explícita. Ao Diário de Goiás, admitiu a intenção de voltar à presidência, condicionada ao apoio dos colegas. Ele comandou a Assembleia entre 2019 e 2023 e retorna ao Legislativo estadual depois de não disputar a eleição de 2022.

A experiência anterior pode ajudá-lo, mas há uma movimentação que favorece os atuais integrantes da Casa. Conforme o Diário da Manhã, deputados reeleitos se reuniram em 7 de outubro na residência de Jamil Calife (PP). A intenção atribuída ao grupo é trabalhar para que a presidência fique com alguém que conquistou outro mandato.

A sucessão também inclui Paulo Cezar Martins (MDB), que manifestou interesse publicamente, além das articulações atribuídas a Virmondes Cruvinel (União Brasil) e Cairo Salim (MDB). O número de pretendentes mostra que a negociação ainda comporta diferentes composições, sem uma candidatura de consenso.

O espaço do governador

Daniel Vilela será um interlocutor importante, mas ainda não tornou pública uma escolha. Segundo reportagem do Diário de Goiás de 13 de outubro, deputados tentaram sondá-lo sobre a sucessão. O governador preferiu adiar o posicionamento e aguardar o segundo turno presidencial.

Para o Executivo, a definição importa porque o presidente da Assembleia será um dos principais responsáveis pela relação cotidiana com os deputados. Para os parlamentares, a negociação envolve a direção da Casa e o espaço que cada grupo terá na próxima legislatura.

Ser do partido do governador ou já ter presidido a Alego ajuda a entrar na disputa, mas não substitui o apoio dos colegas. A Assembleia eleita tem 41 cadeiras distribuídas entre 16 partidos. Nenhuma legenda poderá resolver a sucessão sozinha.

Por enquanto, os movimentos mostram mais disposição para negociar do que alianças fechadas. O próximo sinal relevante será a passagem dos nomes citados para apoios públicos, capazes de indicar quem está efetivamente reunindo votos.

Fontes