A disputa pelo comando da Alego já começou
Com Bruno Peixoto a caminho da Câmara Federal, deputados buscam espaço na sucessão. Issy Quinan e Lissauer Vieira estão entre os nomes citados, mas as conversas ainda não produziram um acordo.

Os deputados eleitos por Goiás ainda não tomaram posse, mas já recebem pedidos de apoio para uma segunda eleição: a que definirá o próximo presidente da Assembleia Legislativa. A ida de Bruno Peixoto (União Brasil) para a Câmara Federal abriu a disputa pelo comando da Alego a partir de 2027.
O movimento já alcança quem chegará ao primeiro mandato. Segundo a CBN Goiânia, os eleitos Marquinho do Gayer (PL), Neto Carfan (União Brasil) e Doutor Amarildo (Novo) confirmaram ter sido procurados por interessados na presidência. A eleição da Mesa Diretora está prevista para fevereiro, mas a busca por votos começou logo depois das urnas.
Issy Quinan (MDB) aparece entre os nomes mais citados. Primeiro vice-presidente da Casa e correligionário do governador Daniel Vilela, ele reúne condições que o colocam nas conversas sobre a sucessão. Isso ainda não significa candidatura anunciada: em declaração registrada pelo Diário da Manhã, Issy afirmou não ter iniciado tratativas e defendeu a construção de uma chapa única.
Lissauer Vieira (PL) adotou uma postura mais explícita. Ao Diário de Goiás, admitiu a intenção de voltar à presidência, condicionada ao apoio dos colegas. Ele comandou a Assembleia entre 2019 e 2023 e retorna ao Legislativo estadual depois de não disputar a eleição de 2022.
A experiência anterior pode ajudá-lo, mas há uma movimentação que favorece os atuais integrantes da Casa. Conforme o Diário da Manhã, deputados reeleitos se reuniram em 7 de outubro na residência de Jamil Calife (PP). A intenção atribuída ao grupo é trabalhar para que a presidência fique com alguém que conquistou outro mandato.
A sucessão também inclui Paulo Cezar Martins (MDB), que manifestou interesse publicamente, além das articulações atribuídas a Virmondes Cruvinel (União Brasil) e Cairo Salim (MDB). O número de pretendentes mostra que a negociação ainda comporta diferentes composições, sem uma candidatura de consenso.
O espaço do governador
Daniel Vilela será um interlocutor importante, mas ainda não tornou pública uma escolha. Segundo reportagem do Diário de Goiás de 13 de outubro, deputados tentaram sondá-lo sobre a sucessão. O governador preferiu adiar o posicionamento e aguardar o segundo turno presidencial.
Para o Executivo, a definição importa porque o presidente da Assembleia será um dos principais responsáveis pela relação cotidiana com os deputados. Para os parlamentares, a negociação envolve a direção da Casa e o espaço que cada grupo terá na próxima legislatura.
Ser do partido do governador ou já ter presidido a Alego ajuda a entrar na disputa, mas não substitui o apoio dos colegas. A Assembleia eleita tem 41 cadeiras distribuídas entre 16 partidos. Nenhuma legenda poderá resolver a sucessão sozinha.
Por enquanto, os movimentos mostram mais disposição para negociar do que alianças fechadas. O próximo sinal relevante será a passagem dos nomes citados para apoios públicos, capazes de indicar quem está efetivamente reunindo votos.